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Estou com TOC - Fobia - pensamentos intrusivos

 

 

Pergunta ao Dr

 

Boa noite,

Parabéns pelo site. Estou escrevendo para a coluna "Pergunte ao Dr" para buscar uma sugestão. Muito embora esteja em tratamento com psiquiatra e realizando terapia, tenho tido certas surpresas que causam insegurança. Na verdade, no ano passado passei pelo pior período de minha vida e até agora não entendo o que tenha acontecido. Ainda não estou 100%, mas bem melhor.

Tenho 46 anos, fui uma criança que sofreu muito bullying, o que fez com que eu desenvolvesse medo das pessoas e, mais tarde, certos pensamentos intrusivos. Sempre me diagnosticaram com TOC e Fobia Social. Durante a adolescência, os pensamentos intrusivos se acentuaram muito, fazendo com que eu não curtisse o período em sua plenitude. Quando iniciei minha vida profissional, fui acometido de tremores, principalmente ao pegar uma xícara de café. Pois bem, os psiquiatras me receitavam antidepressivos, que só pioraram o quadro. Como exemplos, cito o Anafranil (o primeiro) o zooloft, dentre outros. O único que deu um certo alívio foi a venlafaxina. Com este medicamento, mantive uma certa e aparente qualidade de vida, pois não tremia e me sentia seguro perto das pessoas (mas os pensamentos obsessivos não paravam de incomodar). Fiquei de 2008 a meados de 2012 sem problemas para segurar uma xícara de café ou enfrentar outros episódios que tanto temia. A partir do final de 2012, o medicamento parecia estar deixando de fazer efeito, pois tremi bastante e fiquei em estado de pânico em uma situação de entretenimento com outras pessoas. A partir daí, procurei o médico, que trocou o medicamento pelo Espran, que não fez efeito algum, depois pelo zooloft, novamente, que piorou. A única coisa que me aliviava era um betabloqueador chamado propranolol, junto com um ansiolítico (Alprazolam). Acabei, por algum tempo, tomando somente estes dois medicamentos, que me davam alívio. O problema é que comecei a notar queda no meu rendimento sexual (o que nunca tinha acontecido). Fora isso, os pensamentos obsessivos se agravaram ainda mais e os ataques de pânico também. Cheguei a ficar constrangido ao não conseguir comer, tremendo com o garfo e a faca em um almoço no trabalho. A partir daí as coisas se agravaram. Procurei uma outra médica, que me receitou o Luvox, dizendo que tal remédio eliminaria os pensamentos obsessivos. Também me receitou o Zargus (um antipsicótico), devido a alguns fatos que relatei de alterações no humor (tinha medo de fazer expressões faciais inadequadas a certos momentos). Tal medicação me levou quase à loucura. Comecei a sentir uma agitação jamais vista, a me desinteressar por coisas que eu sempre gostei, a ter atitudes que nunca tive. Comecei a me preocupar com banalidades, tais como, se não vai pegar mal o que vou escrever para um grupo de Whatsapp. Suspendi a medicação quando percebi que estava me sentindo dopado. Não tinha nem mais vontade de ir ao trabalho. Quando me deitava, me sentia mal. Me sentia frágil demais. As pessoas começavam a me trazer cada vez mais desconforto. Procurei um outro psiquiatra, que me diagnosticou com TAG (transtorno da ansiedade generalizada), me receitando o Lexapro junto com o Alprazolam. O remédio não estava me fazendo bem, mas diziam que no início seria assim. Pois bem, tive paciência e esperei. Parei de tremer, mas em compensação, me tornei uma pessoa por demais obsessiva. Não obstante eu não tremesse, estava toda hora me testando, colocando um copo na mão, segurando uma xícara de café. Fora isso, queria fazer sexo com minha mulher toda hora, para ver se minha ereção estava ok....estava insuportável viver assim. Não curtia quase nada, era só preocupação. Na segunda vez que fui ao médico, disse a ele que queria algum exame, pois algo não estava legal em minha cabeça. Foi então que ele sugeriu uma cintilografia de perfusão cerebral, que constatou hipoperfusão no bilateral no lobo frontal e lateral. Quando o médico viu o exame, disse que era sinal de déficit de atenção e pragmatismo e receitou o Venvanse de 30mg, para tomar junto com o Lexapro e o Alprazolam. O remédio aliviou um pouco. Porém, depois de muitas obsessões, resolvi, eu mesmo fazer uma experiência. Tirar o antidepressivo e tomar só o estimulante. O resultado foi um alívio significativo e minhas ideias retornando ao bom senso. Comecei a me sentir mais seguro. Voltei ao médico, e ele disse que, como eu estava correndo (corro cerca de 25 Km por semana), o exercício físico poderia substituir qualquer antidepressivo. O estimulante, por incrível que pareça, começou a me deixar mais calmo e a colocar as ideias no lugar. Aumentei a dose, o que me deixou ainda mais seguro. O problema é que sofro de alguns ataques de medo. Não é fácil esquecer aquelas sensações horríveis que tive. Tomo o Alprazolam de 0,25mg que dá um certo alívio. Agora, vivo de altos e baixos. Há dias em que me sinto seguro. Outros dias surge um medo bem grande, mas nada comparável ao quadro anterior. Minha pergunta: TOC e fobia social podem ser confundidos com déficit de atenção? Estimulantes como o Venvanse podem, de fato, acabar com a ansiedade? Me sinto mais seguro, mas há algo em mim que não quer acreditar nesta melhora significativa. Gostaria de uma resposta.

Muito obrigado pela atenção,

Marcelo.

 

 

Resposta do Dr.

 

Marcelo

Veja tudo que acontece na minha vida emocional,psicológica é fruto do meus conceitos familiares,social, religioso e profissional.

Nosso inconsciente funciona como uma grande HD (informática), são gravados todos os fatos ocorridos neste período e o mais importante que a nossa  personalidade e determinada entre os 04 aos 14 anos de idade. Se você começar a perceber  tudo o que você relata esta ligado ao período da sua formação e gravado no seu  inconsciente ,memória,. A medicação ajuda quando o quadro de ansiedade é muito alto e não consigo administrar meus pensamentos e atitudes. Remédios psiquiátricos não cura ninguém, na verdade que vai curar seus conflitos e transtornos é você mesmo. Mas você precisa entender o que você tem, e como administrar os fatos. Veja alguns fatos: quando do bullying.. O que aconteceu? Como lhe trataram? Quais os resultado de tudo isso. Medos das pessoas. Medo porque ? Isto é claro e lógico, se meu bullying me provou medo de pessoas só posso ter pensamentos intrusivos.

Marcelo você precisa a entender seu quadro, tem alguns psiquiatras que não tem a formação psicanalítica de entendimento do ser humano, a função principal de medicar. Nossa vida psicológica e emocional é o resultado das nossas repressões.

TOC e fobias são transtornos fáceis de entender.. Você precisa buscar um profissional que consiga lhe  explicar numa linguagem acessível. Não vejo grandes problemas. Existe uma quantidade de medicações boas e mas. Preocupação sua de estar num quadro sem solução. Calma um bom profissional

Estou a disposição

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Artigos de vários Terapeutas

                                                                  
Dra.Rita Souza Bruni CRP  06/92547é Psicologa Psicóloga, especialista em Psicologia Analítica.Possui experiência nas áreas de atendimentos clínicos, testes e avaliações Psicológicas, elaboração de palestras e treinamentos.Realiza atendimento clínico de adolescentes e adultos, orientação profissional e acompanhamento emocional a noivas e casais. mental.
Dra. Nájila Tamires da Silva é Psicóloga em atendimento clínico. Utiliza uma abordagem voltada a psicologia comportamental. Com experiência em atendimento clínico individual e em grupos de crianças, adolescentes e adultos. Realiza acompanhamento terapêutico e orientação profissional.
Holly Counts, PsyD
Dra.Holly Counts, Psy.D. é um psicóloga clínico licenciado em Ohio. Ela utiliza uma abordagem mente, corpo e espírito para a cura.
Daniel J. Tomasulo
Dr.Daniel J. Tomasulo, Ph.D., TEP, MFA é um psicólogo, treinador psicodrama e escritor sobre corpo docente da Universidade de Nova Jersey City

Dr. Fernando Weikamp -Neuropsicanalista - Psicanalista Clinico - CBP/SP nº 00439 Faculdades Médicas de Psicoterapia Unidas FAMEHP -São Paulo,- Diplomado em psicologia pela Universidade do Arizona em Master of Psychology and Medicine -Membro ABENEPI -Associação Brasileira de Neurologia,Psiquiatria Infantil -Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia -Membro da Associação Brasileira de Medicina Complementar -Membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental e Sexólogo

 

 

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