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Dez erros comuns de quem acaba de terminar um relacionamento
Este artigo segundo informações da jornalista Renata Rode do Uol rendeu mais de 880 mil pageviews,na página Comportamento Uol

Getty Images 

Dez erros comuns de quem acaba de terminar um relacionamento
RENATA RODE
Colaboração para o UOL


Terminar um namoro de longa data ou por um ponto final em um casamento funciona como um luto. Os sentimentos gerados pela ruptura e o tempo necessário para que a ferida cicatrize devem ser respeitados. Mas não é fácil ter a força e a paciência para isso.

“Em consultório, percebo que algumas pessoas fogem da realidade após o rompimento e entram em um estado de euforia tremendo. Buscam em outros encontros, em saídas com os amigos ou na atitude de se afundar no trabalho a resposta para o que aconteceu”, comenta a terapeuta sexual e de casais Ana Zampieri.

Esta tal “fuga” da realidade é apenas um dos erros cometidos por quem acaba de se separar. O UOL Comportamento ouviu especialistas no assunto e listou dez ciladas vividas por recém-solteiros. Confira e fique preparado para não cair em nenhuma delas.


Primeiro Erro
Por não terem mais a companhia do ex, algumas pessoas sentem-se na obrigação de preencher este espaço que ficou. “Quando não temos força suficiente para compreender o que aconteceu, podemos optar por esquecer, culpar o outro ou tentar fugir do sofrimento. Há conflitos e muitos sentimentos envolvidos de ambos os lados e a maioria dos pacientes procura compensar a falta da pessoa amada com a procura de outras coisas”, aponta a psicóloga especializada em relacionamentos Wânia Prado. Neste caso, o melhor é saber se respeitar. “Cada um tem o seu tempo de luto e aceitação sobre o que passou. É preciso respeitar esse momento e vivenciá-lo para que, com a experiência, aconteça o autoconhecimento”.

Segundo Erro

Não aceitar o término

O medo da solidão faz com que as pessoas não aceitem que o encanto acabou. “Tem gente que nega o fim porque hesita em aceitar que viveu uma grande ilusão ou em um ‘castelo de sonhos’ durante o relacionamento. Há também quem acredite que, mantendo contato com o ex, a separação será mais fácil, o que nem sempre é verdade. O ideal é que a pessoa aceite o que aconteceu, viva seu tempo de luto e se recupere, para estar pronta e aberta a novos relacionamentos”, comenta Fernando Weikamp, psicanalista e mestre em  psicologia e medicina pela Universidade do Arizona (EUA).

A publicitária Fernanda Bolzan é exemplo de pessoa que já passou por isso. “Errei quando tentei manter a amizade depois de terminar um namoro de cinco anos. Assim, ele demorou muito mais para aceitar a nova realidade e acabei fazendo sofrer alguém que respeito muito e com o qual passei anos muito importantes da vida. Por isso, dou a dica: o ideal é manter a cabeça distante do ex e buscar formas de conhecer e encarar de novo a vida de solteiro. No meu caso, a forma que encontrei de me recuperar do choque foi fugir da rotina. Fiz um cruzeiro com duas amigas. Foi bom, porque entendi que tinha acabado e me distraí.”

Terceiro Erro

Depois do rompimento, a maioria das pessoas começa a viver uma crise de emoções e coloca razão de lado. “O indivíduo fica mais emocional que racional. O desconhecimento na essência de seu próprio parceiro ou parceira o frustra de uma maneira que bloqueia toda a importância do resto. Muitas das vezes, julgamos ter encontrado nossa alma gêmea, mas, aos poucos, descobrimos que criamos um cenário na imaginação, perfeito para favorecer nossos gostos e desejos”, diagnostica Fernando. O melhor é deixar de faz-de-conta e voltar à realidade – especialmente à do crédito do cartão.

Quarto Erro

Acabar com a autoestima

“Autoestima é o valor que você se dá. Repito: é o valor que VOCÊ se dá. Portanto, se você se acha inteligente, belo, esperto, criativo, compassivo, competente e leva um pé no traseiro, você continua com todas as suas qualidades, sim! Não importa o fato, você sempre será maior que o outro se de fato se amar”, comenta a publicitária, jornalista e escritora Gisela Rao, autora do livro "Não Comi. Não Rezei. Mas Me Amei" (Matrix Editora) e do Blog Vigilantes da Autoestima, que destaca este como um dos maiores erros após o fim de um relacionamento. “Separar-se não deixa você menos engraçado, elegante, etc. - e isso serve para homens e mulheres. Não deu certo porque não tinha que dar. Bola pra frente.”

Quinto Erro

Bloquear-se sexualmente

Por estar intimamente ligado ao afeto, o apetite sexual pode sofrer após a separação. “Algumas pessoas vivem tanto tempo presas em um relacionamento que, quando ele termina, bloqueiam-se. Atendo muitas mulheres que acham que nunca mais ficarão nuas diante de um novo parceiro. Mas esse bloqueio está ligado a diversas questões: como terminou esse casamento ou namoro, qual a idade da mulher e homem envolvidos e o motivo da separação. A maioria das mulheres sente-se mais frustrada; ficam desiludidas e com a sensação de que investiram em algo que não deu certo. Homens são mais práticos quando o assunto é sexo, enquanto as mulheres associam o ato ao lado emocional”, explica Ana Zampieri.

Sexto Erro

Liberar demais a sexualidade

Há também quem pegue a estrada contrária ao erro anterior e acaba exagerando na cama. “Na tentativa de provar para o ex que ainda é desejado, há quem entre em um ciclo de troca de parceiros. Neste caso, perceber que há o interesse do outro é mais importante que o ato em si. Os homens querem provar que ainda são viris. Já as mulheres o fazem como forma de protesto e grito de liberdade às regras do antigo relacionamento. Mesmo assim, procuram ter alguma bagagem emocional para que o interesse evolua para o sexo. O perigo é que, uma hora, essa pessoa vai entender que tem diversos parceiros na cama, mas nenhum na vida real. O choque de descobrir isso pode levá-la a uma depressão maior ainda.”

Sétimo Erro

Emendar um relacionamento em outro

Correr atrás de outro relacionamento imediatamente, sem analisar o que aconteceu para que o anterior chegasse ao fim, é um dos equívocos mais comuns entre os recém-solteiros. “Isso é uma perda de oportunidade. Quando não nos damos um tempo para vivenciar a situação com mais profundidade, deixamos de aproveitar a chance de nos conhecer melhor. No fundo, sentir carência é ter falta de si mesmo, de se conhecer melhor antes de se entregar novamente a outra pessoa”, explica Wânia Prado. Fora que, com a pressa de arrumar outro amor, a pessoa não é capaz de avaliar direito o novo pretendente. Assim, é fácil dar errado de novo.

Oitavo Erro

Confundir a sensação de liberdade

“Tem gente que se separa e tem a ilusão de que vai preencher o vazio que sente por meio de diversão – e confunde ‘liberdade’ com ‘libertinagem’. Mas depois, quando a ficha cai, a dor é muito maior. Não adianta tentar fugir de si mesmo nem de suas dúvidas e anseios. O ideal é parar e se dar um tempo para poder analisar tudo o que aconteceu e recuperar forças para seguir em frente”, explica Ana.

Quem assume que cometeu este erro é o empresário Leandro Alves de Morais. No terceiro casamento e pai de seis filhos, ele aponta esta confusão como uma das grandes ciladas pós-rompimento. “Você acha que vai fazer tudo o que não fazia quando estava casado: sair todas as noites, conhecer muita gente diferente e aproveitar a liberdade. Mas, na prática, não é exatamente assim que as coisas acontecem. Quando começa a reatar as amizades de solteiro, você percebe que as coisas, os lugares e os seus amigos mudaram. Tudo evoluiu e quem não se desenvolveu foi você, já que seus pensamentos e conceitos de liberdade ficaram estagnados. Adequar-se a esta nova realidade é frustrante. Você então descobre que a felicidade é construída diariamente e que dá para escolher o que é mais importante e tem prioridade em sua vida.”

Nono Erro

Arranjar um relacionamento virtual

Já que o namoro real não deu certo, tem gente que mergulha na internet para tentar compensar a carência. Até aí, tudo bem. Mas o ambiente virtual pede cuidado. “Nas redes sociais, homens e mulheres criam perfis que, na maioria das vezes, não são. Distorcem suas identidades: descrevem-se como o que gostariam de ser para conquistar pessoas (que também podem estar fazendo o mesmo). As pessoas se iludem por trás de uma tela de computador, já que essa é uma atitude de defesa: a de não se expor pessoalmente para evitar a rejeição, por exemplo. É preciso ter muito cuidado ao investir em relacionamentos desse tipo depois de uma separação. Até porque não se pode viver só em um desses mundos – virtual e real. É preciso saber dosar os dois, sempre”, opina Fernando Weikamp.

Décimo Erro

Achar que o mundo acabou

A falta do outro não pode se traduzir em solidão e desespero. “Esse é um dos erros mais comuns: achar que precisa do outro para respirar. É um comportamento de autodepreciação. As pessoas precisam entender que o outro não pode ser o seu universo, e sim apenas um planeta dele. A maioria das pessoas relaciona a felicidade a laços afetivos e faz disso uma muleta emocional perigosa. A solidão remete ao vazio existencial, e é preciso entender esse vazio como uma grande sensação de desamparo e não pertencimento. Quando nos separamos pensamos: ‘não pertenço mais ao grupo dos que têm alguém e são felizes no amor’ e isso dói. É preciso enxergar essa cilada e pular fora antes mesmo que ela nos ameace”, fala Gisela.

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Dra.Rita Souza Bruni CRP  06/92547é Psicologa Psicóloga, especialista em Psicologia Analítica.Possui experiência nas áreas de atendimentos clínicos, testes e avaliações Psicológicas, elaboração de palestras e treinamentos.Realiza atendimento clínico de adolescentes e adultos, orientação profissional e acompanhamento emocional a noivas e casais. mental.
Dra. Nájila Tamires da Silva é Psicóloga em atendimento clínico. Utiliza uma abordagem voltada a psicologia comportamental. Com experiência em atendimento clínico individual e em grupos de crianças, adolescentes e adultos. Realiza acompanhamento terapêutico e orientação profissional.
Holly Counts, PsyD
Dra.Holly Counts, Psy.D. é um psicóloga clínico licenciado em Ohio. Ela utiliza uma abordagem mente, corpo e espírito para a cura.
Daniel J. Tomasulo
Dr.Daniel J. Tomasulo, Ph.D., TEP, MFA é um psicólogo, treinador psicodrama e escritor sobre corpo docente da Universidade de Nova Jersey City

Dr. Fernando Weikamp -Neuropsicanalista - Psicanalista Clinico - CBP/SP nº 00439 Faculdades Médicas de Psicoterapia Unidas FAMEHP -São Paulo,- Diplomado em psicologia pela Universidade do Arizona em Master of Psychology and Medicine -Membro ABENEPI -Associação Brasileira de Neurologia,Psiquiatria Infantil -Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia -Membro da Associação Brasileira de Medicina Complementar -Membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental e Sexólogo

 

 

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