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Transtorno Explosivo da Personalidade


Na  o Transtorno Explosivo da Personalidade aparece como Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável e no DSM.IV como Transtorno Explosivo Intermitente.

Alguns autores preferem denominar esse tipo de personalidade como Síndrome de Descontrole Episódico. Aqui, a característica marcante é a tendência para agir impulsivamente e desprezando as eventuais conseqüências do ato impulsivo, junto com esse tipo de comportamento existe instabilidade afetiva. É um transtorno que se caracteriza por episódios de completo fracasso em resistir a impulsos agressivos, resultando em agressões ou destruição de propriedades.

Os freqüentes acessos de raiva podem levar à violência ou a explosões comportamentais e tais crises podem ser agravadas quando essas atitudes impulsivas são criticadas ou impedidas pelos outros. A agressão neste transtorno de personalidade pode ser física ou verbal, mas elas sempre fogem ao controle. Por outro lado tais pessoas não têm conduta anti-social e, pelo contrário, fora das crises são simpáticas, bem falantes, sociáveis e educadas. São constantes também o extremo sarcasmo, a ironia, explosões verbais e, algumas vezes, implicância e persistente amargura.

Alguns autores denominam esse tipo de transtorno da personalidade como passivo-agressiva, tendo em vista alguns traços encontradiços nas pessoas explosivas . Um desses traços é a tendência à procrastinação, isto é, ao adiamento da realização daquilo que precisa ser feito. Diante dessa característica os prazos costumam não ser cumpridos.


As pessoas com esse tipo de transtorno da personalidade reagem agressivamente diante das frustrações, as quais levam ao desencadeamento de um impulso cujo objetivo é o de ferir alguma pessoa ou algum objeto. Não é raro que descarreguem sua ira em aparelhos eletrônicos ou outros objetos inanimados tomando-os como se tivessem vida própria.

A extrema sensibilidade aos aborrecimentos causados pelos pequenos estímulos ambientais produz, nos explosivos, respostas de súbita violência e incontida agressividade. Normalmente chamamos estas pessoas de pavio-curto ou de cinco-minutos. Estes episódios de explosividade geralmente são seguidos de arrependimentos ou auto-reprovação, os quais são capazes de produzir variados graus de depressão, como uma espécie de ressaca moral pelos procedimentos cometidos.

Este tipo de transtorno de personalidade pode ser causa de homicídios não planejados, ataques sem sentido a pessoas estranhas, agressões físicas desproporcionais, direção criminosa de veículos, destruição brutal de propriedades e ataques selvagens a animais. Mesmo fora das crises de agressividade essas pessoas costumam ser ressentidas e muito críticas, tendendo mais para a querelância do que para a convivência harmônica. Um cuidado especial diante desse tipo de transtorno da personalidade é quanto ao uso de bebidas alcoólicas. Há aqui uma propensão ao desenvolvimento de “embriaguez patológica” mesmo após a ingestão de pequena quantidade de álcool.


Denomina-se embriaguez patológica um quadro onde ocorre súbita alteração da personalidade depois da ingestão de álcool, transformando totalmente a pessoa. Nestes episódios de embriaguez patológica a pessoa fica possuída por grande furor, agindo inconseqüentemente e de forma muito agressiva, quer contra pessoas, quer contra objetos. Depois de passado o episódio é comum a pessoa não ter uma lembrança nítida do que aconteceu. Para essas pessoas as bebidas alcoólicas devem ser definitivamente abolidas, tendo em vista os graves riscos à própria pessoa e a terceiros.

Há hipóteses segundo as quais todo ser humano tem algum potencial agressivo, entretanto, a maioria deles tem também, em contrapartida, um mecanismo inibitório dessa agressão. Assim, a pessoa com personalidade explosiva teria inibições muito baixas ou ineficientes para conter o potencial agressivo.

O grau de agressividade manifestada pelas pessoas com transtorno explosivo da personalidade durante os episódios agudos é amplamente desproporcional ao estímulo desencadeante. Tais crises normalmente acarretam atos violentos ou destruição de propriedades. A agressão neste tipo de transtorno de personalidade pode ser física ou verbal, porém, as explosões sempre fogem ao controle. Quando há envolvimento policial durante uma crise de agressividade na embriagues patológica, a pessoa agressiva corre sério risco de sofrer severas conseqüências por não conseguir controlar suas atitudes.

Apesar das crises de furor, as pessoas com transtorno explosivo da personalidade não têm conduta anti-social ou sociopática, pelo contrário, fora das crises são simpáticas, bem falantes, sociáveis, de boa índole e educadas. São constantes nelas também o extremo sarcasmo, ironia e críticas ácidas. De um modo geral, felizmente, a expressiva maioria das pessoas portadoras desse transtorno não chega a agressividade extrema, a ponto de provocar homicídios. Atualmente adota-se a classificação onde o transtorno explosivo da personalidade, chamado explosivo intermitente pelo DSM.IV, está incluído dentro dos transtornos do controle dos impulsos (Quadro 1).

Quadro 1 - Os cinco principais transtornos do controle dos impulsos
 
Transtorno Explosivo Intermitente
 Episódios de fracasso em controlar impulsos agressivos, resultando em agressões ou destruição de propriedades.
 
Cleptomania
 Fracassos recorrentes em resistir a impulsos de furtar objetos desnecessários para uso pessoal ou destituídos de valor monetário.
 
Piromania
 Fracasso em controlar o impulso incendiário, cujo comportamento de faz  por prazer, gratificação ou alívio de ansiedade.
 
Jogo Patológico
 Incapacidade persistente e recorrente em resistir ao impulso para jogos de azar e apostas.
 
Tricotilomania
 Impossibilidade em controlar o impulso de arrancar os pelos do próprio corpo, ocasionando falhas perceptíveis.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse transtorno costuma ter sérias conseqüências sociais e familiares, tais como a perda do emprego, suspensão escolar, divórcio, dificuldades com relacionamentos interpessoais, acidentes variados e em especial os de trânsito, hospitalizações e envolvimentos policiais. Nos casos mais característicos pode haver alterações eletroencefalográficas inespecíficas, como por exemplo, lentificação da atividade difusa ou, predominantemente no lobo frontal.

Sempre houve na psiquiatria uma linha de pesquisa tentando relacionar esse tipo de transtorno da personalidade a alguma alteração estrutural ou funcional do Sistema Nervoso Central. De fato parece haver alguma evidência sugerindo que as lesões focais irritativas (foco eletricamente irritativo), particularmente nos lobos temporal e frontal, estariam relacionadas ao potencial explosivo-agressivo. Esses casos respondem muito bem ao tratamento com estabilizadores do humor anticonvulsivantes.

O DSM-IV cita como possibilidade para uma das causas (ou apenas concomitância) ao transtorno explosivo da personalidade, certas condições neurológicas, como por exemplo, traumatismos cranianos e episódios de inconsciência ou convulsões febris na infância. Imagens funcionais obtidas por PET (tomografia por emissão de pósitrons) têm sido usadas para investigar possíveis alterações na função do cérebro das pessoas portadoras de distúrbios caracterizados por excessiva violência e agressividade.

Algumas pesquisas nessa área têm mostrado porcentagem alta de um nível diminuído do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal em pessoas violentas em relação às pessoas normais. Isso pode ser um indício de algum déficit neurológico relacionado à violência. O dano funcional no córtex pré-frontal pode resultar em impulsividade, perda do autocontrole, imaturidade, emotividade alterada e incapacidade para modificar o comportamento, o que pode facilitar os atos agressivos.

De qualquer forma, tendo ou não uma correspondência neurológica, a pessoa com transtorno explosivo da personalidade sabe perfeitamente a natureza de seu ato agressivo. Nos casos de embriaguês patológica, embora depois do episódio a pessoa não tenha uma lembrança nítida do que aconteceu, ela sabe perfeitamente dos efeitos desastrosos do álcool em seu psiquismo, sabe também que deve evitá-lo a qualquer custo, sendo de seu arbítrio o ato de usá-lo.

Não são todas as pessoas explosivas portadoras do transtorno explosivo da personalidade. Muitas outras situações e circunstâncias podem resultar em uma baixa tolerância às frustrações, como por exemplo, o ciúme exagerado, estados de estresse (ou “esgotamento”), autoestima baixa e insegurança alta, e assim por diante.

Para o diagnóstico do transtorno explosivo da personalidade é necessário que o tipo de comportamento explosivo, irritável e pouca consideração para com as conseqüências do ato agressivo seja bastante duradouro, que se manifeste em vários contextos vivenciais e, eventualmente, piora muito com o uso de álcool.

 

 

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Dra.Rita Souza Bruni CRP  06/92547é Psicologa Psicóloga, especialista em Psicologia Analítica.Possui experiência nas áreas de atendimentos clínicos, testes e avaliações Psicológicas, elaboração de palestras e treinamentos.Realiza atendimento clínico de adolescentes e adultos, orientação profissional e acompanhamento emocional a noivas e casais. mental.
Dra. Nájila Tamires da Silva é Psicóloga em atendimento clínico. Utiliza uma abordagem voltada a psicologia comportamental. Com experiência em atendimento clínico individual e em grupos de crianças, adolescentes e adultos. Realiza acompanhamento terapêutico e orientação profissional.
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Dr.Daniel J. Tomasulo, Ph.D., TEP, MFA é um psicólogo, treinador psicodrama e escritor sobre corpo docente da Universidade de Nova Jersey City

Dr. Fernando Weikamp -Neuropsicanalista - Psicanalista Clinico - CBP/SP nº 00439 Faculdades Médicas de Psicoterapia Unidas FAMEHP -São Paulo,- Diplomado em psicologia pela Universidade do Arizona em Master of Psychology and Medicine -Membro ABENEPI -Associação Brasileira de Neurologia,Psiquiatria Infantil -Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia -Membro da Associação Brasileira de Medicina Complementar -Membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental e Sexólogo

 

 

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