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Dislexia Desenvolvimento Caracteristicas

 A dislexia vai emergir, comumente, nos momentos iniciais da aprendizagem da leitura e da escrita, usualmente não antes do final da primeira ou segunda série. Contudo, está se tornando progressivamente claro que precursores da dislexia estão presentes antes da idade escolar.

Clinicamente, as histórias pré-escolares de alguns disléxicos, mas não todos, contêm informações sobre retardo leve no falar, dificuldades de articulação, problemas para aprender os nomes das letras ou nomes das cores, problemas para encontrar palavras, sequência errada das sílabas ("aminais" por "animais", "donimós" por "domínós") e problemas para lembrar endereços, números de telefones e outras sequências verbais, incluindo ordens complexas.

Ao contrário de outras pessoas que não sofrem de dislexia, os disléxicos processam informações em uma área diferente de seu cérebro; embora os cérebros de disléxicos sejam perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Ou seja, uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a se desenvolver; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares. À medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, consequentemente, a leitura passa a exigir menos esforço. O disléxico, entretanto, no processo de leitura recorrem somente à área cerebral que processa fonemas. A consequência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida.

Felizmente, existem tratamentos que curam a dislexia. Estes tratamentos buscam estimular a capacidade do cérebro de relacionar letras aos sons que as representam e, posteriormente, ao significado das palavras que elas formam. Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança, contudo só podemos considerar que alguém é disléxico, após dois anos de vivências leitoras. Antes deste período podemos detectar "dificuldades ou transtornos de leitura", que já necessitam de cuidados especiais, numa postura preventiva. Dessa forma, fica evidente a necessidade de se empregar todos os esforços possíveis para detectar a veracidade da hipótese diagnóstica inicial de dislexia e dificuldades na aprendizagem que podem minar a autoestima e autoconfiança, além de poder acarretar outros problemas de ordem emocional. (ESTILL, 2005)

Segundo Estill (2005) existem diversos sinais visíveis nos comportamentos e nos cadernos das crianças, que podem auxiliar aos pais e educadores a identificar precocemente alguns aspectos preditivos de dislexia, entre eles:

 

* Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral;

* Dificuldades de expressão e compreensão;

* Alterações persistentes na fala;

* Copiar e escrever números e letras inadequadamente;

* Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;

* Dificuldades para organizar sequências espaciais e temporais, ordenar as letras do alfabeto, sílabas em palavras longas, sequências de fatos;

* Pouco tempo de atenção nas atividades, ainda que sejam muito interessantes;

* Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;

* Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;

* Dificuldade em participar de brincadeiras coletivas;

* Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.

* Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral.

* Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;

* Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;

* Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;

* Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias. (ESTILL, 2005, p.47)

 

Estill (2005) salienta que é preciso ter uma especial atenção com as crianças que gostam de conversar, são curiosas, entendem e falam bem, mas aparentam desinteresse em ler e escrever. Segundo ela, seria interessante, no caso de crianças leitoras, oferecer um mesmo problema matemático, escrito e oral, e comparar as respostas, pois, frequentemente encontramos respostas diferentes, corretas na questão oral e incorreta na mesma questão escrita. Isto é, a mesma criança que parece não saber resolver um problema matemático por escrito, poderá ter um desempenho surpreendente quando o mesmo problema lhe é apresentado oralmente. Esta situação exemplifica como podemos confundir os sinais - a dificuldade não é na aprendizagem da matemática, mas na leitura.

Outro ponto a ser considerado quando se fala em dislexia é de que existem crianças que apesar de todas estas dificuldades, conseguem aprender a ler, mas vão carregando a sua dislexia camuflada. Em geral, estas crianças, incompreendidas em suas dificuldades, muitas vezes são vistas como desinteressadas, e cobradas com quantias que não têm como pagar. É quando podem surgir as reações de apatia ou revolta. Portanto, Estill (2005) destaca alguns sinais que ajudam os profissionais a compreender o que pode estar ocorrendo com os aprendizes:

 

* Dificuldades nas aquisições linguísticas: dificuldades em reconhecer rimas e aliterações; vocabulário reduzido; construções gramaticais inadequadas, severa dificuldade para entender as palavras pelo seu significado ;

* Dificuldade em fazer cópias, trabalhos e agendas incompletas;

* Dificuldade na leitura, lê mas não entende o que leu;

* Importantes dificuldades de organização sequencial tempo-espacial; sequências e rotinas diárias;

* Dificuldades em matemática, cálculos e desenhos geométricos;

* Grande dificuldade para organizar-se em suas tarefas de vida diária;

* Especial dificuldade para aprender uma segunda língua;

* Confusões de orientação, trabalhar com dicionários e mapas é mais um complicador.

* Alterações de comportamento - agressividade, desinteresse, baixa autoestima e até

mesmo condutas opositivas-desafiadoras. (ESTILL, 2005, p. 57)

 

*Curtos períodos de atenção para atividades de leitura e escrita; Dificuldade em se expressar oralmente;

*Dificuldade em compreender textos lidos pelo próprio;

*Dificuldade na orientação de espaço e de tempo;

*Lentidão na aprendizagem da leitura e da escrita;

*Troca de letras na escrita;

*Má caligrafia;

*Vocabulário curto;

*Dificuldades de memorização.

 

Observação do Comportamento

 

As observações importantes de comportamentos ligam-se aos seguintes erros :

 

1- Erros de palavras funcionais: são substituições de palavras "pequenas", tais como artigos e preposições. Frequentemente, os disléxicos trocam "um" e "o" e lêem erradamente as preposições;

2- Erros visuais: são substituições nas palavras de conteúdo baseadas numa similaridade visual superficial com a palavra-alvo (exemplo: "carro" por "cano"). A significância destes erros está em que a criança está usando a similaridade visual no lugar do código fonológico completo para nomear a palavra e, novamente, estes erros são reflexos de problemas fonológicos;

3- Erros de lexicalização: se referem a trocas de uma não-palavra por uma palavra real, usualmente com uma forma visual similar ("bom" em lugar de "bim"). A significância destes erros é essencialmente a mesma dos erros visuais;

4- Erros de soletração: são os erros de acréscimos, omissões ou substituições de consoantes ("exetivo" por "executivo"). Os disléxicos são mais fracos também na soletração de vogais. Como regra geral, uma taxa de precisão fonoaudiológica para sequências consonantais inferior a 60% em crianças e a 70% em adolescentes e adultos são considerados disléxicos;

5- Erros de inversão de leitura e na soletração: são substituições de uma letra por outra praticamente similar na leitura ou soletração ("bote" ou "dote"). Esses erros envolvem mais tipicamente as confusões entre b/d .

 

Experimento —

Durante o estudo, foram mostradas 24 frases curtas aos participantes, que tinham que lê-las em duas versões: uma com o texto apresentado com o espaço usual entre letras e outra com uma maior separação entre as letras. O experimento consistiu em comparar a velocidade e facilidade da leitura das crianças participantes nos dois modelos usados.

O texto normal foi escrito com corpo de letra de 14 pontos. Na outra versão, o espaço entre foi aumentado em 2,5 pontos (um ponto corresponde a 0,353 milímetros). Por exemplo, o espaço entre as letras I e L que formam a palavra italiana 'il' (que significa ele) passou de 2,7 pontos para 5,2 pontos.

Os cientistas se mostram entusiasmados com os resultados porque perceberam que separar mais as letras não só aumenta a velocidade de leitura das crianças disléxicas, mas beneficia especialmente os casos mais graves de dislexia.

De acordo com os autores, provenientes de universidades e institutos de pesquisa da França e da Itália, o aumento do espaço entre as letras não tem efeito em crianças sem dislexia.

 

Dicas para combater a dislexia

Ler histórias compreensíveis para a idade ajuda a enriquecer o vocabulário

Faça da leitura um hábito. Peça para a criança ler textos do seu interesse durante 10 minutos por dia

Brinque com jogos educativos e softwares em família. Eles desenvolvem a leitura, a memória, a atenção e outras áreas importantes do cérebro

Use computador e gravador, principalmente para digitar textos, resumir matérias e gravar aulas

Mostre conceitos abstratos, como água saindo do estado líquido para vapor. Exemplos visuais são mais fáceis de ser compreendidos

Usar jogo no computador

Exercícios de leitura e memorização e conseguiu melhorar a atenção nas aulas.

 

 

 

 

 

 

 

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Dr.Daniel J. Tomasulo, Ph.D., TEP, MFA é um psicólogo, treinador psicodrama e escritor sobre corpo docente da Universidade de Nova Jersey City

Dr. Fernando Weikamp -Neuropsicanalista - Psicanalista Clinico - CBP/SP nº 00439 Faculdades Médicas de Psicoterapia Unidas FAMEHP -São Paulo,- Diplomado em psicologia pela Universidade do Arizona em Master of Psychology and Medicine -Membro ABENEPI -Associação Brasileira de Neurologia,Psiquiatria Infantil -Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia -Membro da Associação Brasileira de Medicina Complementar -Membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental e Sexólogo

 

 

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